A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), instituída pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) é uma metodologia científica implementada na prática assistencial nos serviços de saúde. Esta confere melhor status à segurança dos pacientes, com melhora da qualidade da assistência possibilitando o desenvolvimento do Processo de Enfermagem (PE).
No Brasil, o Processo de Enfermagem, foi regulamentado pela Resolução do Conselho Federal de Enfermagem nº 358, de 2009 (COFEN, 2009), e conforme a normativa, é obrigatório o seu desenvolvimento em todos os locais nos quais o cuidado de enfermagem seja oferecido e /ou realizado, e, o Enfermeiro (a) deve ter como função a coordenação deste processo.
O Processo de Enfermagem (PE), apresenta cinco etapas, inter-relacionadas, interdependentes e recorrentes (COFEN, 2009):
As etapas do processo de enfermagem são interligadas e cíclicas, entretanto, cada etapa tem uma finalidade e um objetivo próprio. São inter-relacionadas por nos levarem a pensar e agir de forma organizada, integral, humanística, dinâmica e sistematizada, para prevenir que não se percam fatos e informações de relevância para a assistência de enfermagem. O Processo de Enfermagem é uma atividade intelectual que permeia o pensamento crítico, raciocínio clínico e as intervenções, baseadas no diagnóstico e avaliação e deve ter suporte teórico que fundamente as tomadas de decisão do Enfermeiro.
A Resolução do Conselho Federal de Enfermagem, COFEN n° 292, de 2004, que normatiza a atuação do Enfermeiro no processo de captação, doação e transplante, deixa evidente no Art. 1° o compromisso do Enfermeiro com o planejamento, execução, coordenação e supervisão da assistência de enfermagem ao potencial doador de órgãos, para a viabilização dos órgãos e tecidos a serem doados.
Para tal propósito, faz-se necessário a implementação do Processo de Enfermagem, em todas as suas etapas, incluindo o acolhimento aos familiares do potencial doador de órgãos e garantindo uma assistência integral.
Portanto, nessa pesquisa, adotou-se a teoria das Necessidades Humanas Básicas (NHB) de Wanda Horta (1979), que foi elaborada com o intuito de unificar o conhecimento científico, indispensável, universal e individual do profissional de enfermagem para o processo de cuidar do potencial doador de órgãos.
Aplicada à Enfermagem, Horta (1979) propõem em sua Teoria três denominações dessas Necessidades Humanas Básicas:
- Necessidades de nível psicobiologias – relacionadas com as fisiológicas e as básicas;
- Necessidades de nível psicossociais – relacionadas com a convivência e inter-relação com outros;
- Necessidades de nível psicoespirituais – relacionada aos valores e crenças pessoais.
Teorias das necessidades humanas básicas (Wanda Horta)
Possíveis NHB afetadas do PD de órgãos


